Permissão para evoluir
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Permissão para evoluir

A cada dia que passa percebo o quanto o ser humano estacionou dentro da chamada evolução. Será que realmente estamos evoluindo? Será que somos gratos por tudo que temos? Fazemos por merecer essa jornada?

Dizem que no mundo de hoje, se você não está conectado, está fora da realidade, da tendência, atrasado em relação à modernidade que a cada dia surpreende com inovações, despertando necessidades. Tanto é fato que hoje alguém se imagina sem internet, celular e carros velozes? A indústria evolui, a tecnologia evolui, a medicina evolui, o mundo virtual evolui. Mas será que o ser humano está evoluindo no mesmo ritmo? A tecnologia, sim, é ótima, mas tornou o mundo e as relações descartáveis. Aproxima pessoas de todo o globo, mas afasta o vizinho da porta ao lado.

Há 50 anos não tínhamos nada disso em mente e o homem era o mesmo ser pensante de hoje. Menos atualizado e “conectado” com o mundo, isso é fato, mas provavelmente mais educado, mais palpável, num mundo do passado onde as relações eram mais intensas e menos volúveis...

Nesses quase 30 anos já vi muita coisa na vida e passei por situações das quais posso tirar três conclusões pessoais:

1) A fé não move montanhas. O que move é o terremoto.
2) Esperança é uma palavra útil apenas para quem vive esperando algo acontecer.
3) Sonhar demais pode nos levar a frustrações. A realidade é diferente do devaneio.


Não. Não quero aqui ser prepotente ou pessimista, apenas um cara prático e de olhos bem abertos. Tenho, sim, fé num ser interior presente em cada pessoa. Já tive esperança e sonhei rezando por dias melhores. E isso sim deve ser cultivado para manter as frequências positivas dentro de sua mente. O universo pode conspirar a seu favor, contanto que você o faça por merecer.

A sorte favorece os audazes! Quem espera demais, acaba vivendo só de esperança e joga a responsabilidade na fé. Sugiro, então, que cada um de nós antecipe seu sonho, siga caminhando, mas com passos firmes dentro de um objetivo, com menos devaneio e mais ação.

A espiritualidade me ensinou uma palavra que cultivo a cada dia: permissão. Permitir conhecer tudo no mundo antes de tirar qualquer conclusão. Ter permissão é abrir possibilidades para o desconhecido, sem preconceitos ou pré-julgamentos. Permitir é abrir um mundo de caminhos dos quais deixamos estacionados por acreditar que a fé e o sonho em pensar positivo irão fazer as coisas acontecerem. É saber consumir o tempo antes que ele o consuma. É saber viver cada dia como se fosse o último, usar a roupa nova em dia de chuva, é rezar por dias melhores, mas caminhando em busca dessa evolução.

Viver aqui intensamente é a minha proposta, pois tudo é uma questão de importância e relevância que damos aos fatos de acordo com o tempo. A necessidade faz a ocasião. Experimente ficar três dias sem comer. O valor de um prato de comida será totalmente diferente do que você vive no dia-a-dia. Valorizar isso é algo que pode diferenciar sua forma de pensar sobre a vida. Cinquenta reais alimentam uma família, mas não compram aquele sapato que tantos almejam.

Muitos vão dizer que não têm nada a ver com isso - e realmente não tem. Nesse mundo, nascemos sozinhos e morremos sozinhos, mas deixamos um legado, uma mensagem para a tão esperada evolução do ser humano citada no início do texto.

Não quero ser anarquista, nem prepotente, pois todos erramos e cada um sabe de si. Quero apenas tentar elevar o pensamento de cada um em fazer acontecer hoje, de uma forma pessoal, única, com ideais concretos, para o bem, para uma ordem evolutiva, deixando um legado de quem fez a diferença pelos outros e moveu o pensamento de muitos para melhor.

Citando um grande case: Não importa o que eu faça com uma nota de 100 reais. Posso pisá-la, amassá-la ou quase rasgá-la, e vocês continuarão a querer esta nota, porque ela não perde o valor. Esta situação também acontece conosco. Muitas vezes em nossas vidas somos amassados, pisoteados e ficamos nos sentindo sem importância. Mas não importa, jamais perderemos o nosso valor. Sujos ou limpos, amassados ou inteiros, magros ou gordos, altos ou baixos, nada disso importa! Nada disso altera a importância que temos. O preço de nossas vidas, não é pelo que aparentamos ser, mas pelo que fizemos e sabemos. Ninguém de nós se lembra dos melhores de ontem. Os aplausos vão-se embora. Os troféus ficam cheios de pó. Os vencedores são esquecidos. As pessoas que marcam a nossa vida não são as que têm as melhores credenciais, com mais dinheiro, ou os melhores prêmios. São aquelas que se preocupam conosco, que cuidam de nós, aquelas que, de algum modo, estão ao nosso lado.

Assim finalizo. Fazer o que todos fazem e seguir os padrões que ditam ser corretos é estar na média, mas a palavra média vem de medíocre. É isso que você quer ser? Que tal ser diferente? Comece sendo grato diariamente por ter a vida que tem e todas as condições de fazer o que quiser. Ser diferente não é estar acima ou abaixo da média, é apenas viver livre de amarras e visões sobre o mundo tão regrado que vivemos, dito como evoluído. Keep walking!





Gustavo Sana



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