Algo quente num lugar frio
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Algo quente num lugar frio

Mini férias no Vale Nevado. Nada como tirar uns dias de férias do meu dolce far niente aqui no paraíso ao sul do Brasil pra fazer coisas divertidas em outro lugar. Viajei sozinha, como quase sempre. Meus amigos têm que trabalhar, não podem simplesmente sair por ai subindo a Cordilheira dos Andes pra fazer snowboard e tomar drinks rodeados pela neve.

Viagem pra fazer esporte é uma coisa que eu adoro! E dessa vez pensei em fazer uma coisa diferente: passar 1 semana isolada na montanha, fazendo snow, lendo, escrevendo e bebendo. Nada de socializar muito com ninguém, nada de sexo, nada do de sempre.

Mas é engraçado como eu tenho o dom de enganar a mim mesma. Ou acho que tenho. Sei lá. Só sei que o plano foi por água abaixo na subida de Santiago pro Vale. Fon! Contratei um motorista pra me levar até a montanha. Nunca pensei, no entanto, que ele ia ser a cara do Marcelo Rios! E isso pra mim significa o universo conspirando pra me dizer que essa história de ficar vendo e ouvindo a grama crescer é muito legal nos livros do Walt Whitman. E eu to muito mais pra Jack Kerouac... Ahhh, escritora de putaria de banca de revista, eu sei, eu sei, mas não tem ninguém!

Anyway, mãos à obra! Mas como? O Marcelo – não sei se o nome dele era esse, não lembro, mas pra registro fica Marcelo - era super sério, super profissional, não dava brecha pra nada. Me perguntou sobre o Brasil, sobre a morte da bezerra, não tem ninguém, mas nada de relevante. Era como se ele não me enxergasse. Ao contrario da esmagadora maioria dos seres, eu não me sinto atraída por gente que não me dá bola. Eu gosto mesmo é de babação de ovo. Mas nesse caso tive que abrir uma exceção: ele era a cara do Marcelo Rios! Macacos me mordam!

Comecei pelo caminho óbvio: perguntando da família, se era casado, blá blá blá... Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, escrúpulo faz parte do meu vocabulário. Solteiro. Livre, desimpedido, na flor da idade e a cara do tenista mais delicioso que já habitou as quadras de Grand Slam. Não há como se perder uma oportunidade dessas!

Mas deus é mais e rolou um ligeiro engarrafamento – carros tendo que parar pra colocar correntes nos pneus. Não tive dúvida, nem perdi tempo. Pulei pro banco da frente e comecei a puxar conversa. Ele, entre surpreso e feliz, preferiu ficar feliz! Tirei um Montes Alfa da bolsa – não sabia se ia precisar no caminho – um saca-rolhas, abri e ofereci um gole. Ele recusou, é evidente. Comecei a tomar no bico (achei que carregar taças na bolsa era meio over), sem cerimônia alguma. Ele riu e continuamos conversando sobre frivolidades, sobre o Chile, a morte da bezerra e outros assuntos igualmente interessantes. E eu continuei tomando.

O ponto de inflexão acontece quando eu, sem intenção alguma, derramo vinho por todo o meu decote. Comecei a tentar limpar meu decote, completamente sem sucesso, mas já aproveitando a situação pra lamber os dedos, puxar a blusa mais pra baixo e toda aquela coisa básica pra fazer o ´Marcelinho´ pensar em tudo que ele queria fazer comigo, mas ainda não tinha se permitido. E é neste solene momento que ele pega um pacotinho de lencinhos e vem me ajudar a limpar. Eu empino os seios pra ele passar um lencinho no meu decote enquanto chupo a ponta do indicador direito.

A essas alturas ele não acredita muito no que ta acontecendo e fica ali me limpando, meio de boca aberta, com cara de quem não tem idéia do que se passa. Então ta, a Sté explica: abaixo o rosto pra olhar pro decote, deixando o meu nariz colado no dele, enquanto começo a respirar um pouco mais forte, quase ofegante. A essas alturas ele entende a mensagem e a coisa evolui com uma rapidez impensável se comparada ao começo da historinha. Pouco tempo depois, constato que o ´Marcelo´ não era nada de extraordinário, mas era habilidoso com as mãos e aplicadíssimo no quesito entusiasmo.

O mais relevante disso tudo foi o cenário surreal, completamente branquinho de neve com mil carros à frente e atrás, mas sobretudo um terceiro elemento: o charmosíssimo motorista do Land Hover imediatamente a nossa frente. Sozinho no carro, eu percebi quando me sentei no colo, de costas pro ´Marcelo´, que ele observava a tudo atentamente pelo retrovisor. Não consegui ver se havia algum outro tipo de movimentação da parte dele, mas adoro um voyer. Me excita muito ser observada!

Seguimos viagem até o topo da montanha. Ele se despediu de mim com quase lágrimas nos olhos e combinamos que ele me pegaria em 5 dias, na volta para Santiago. Ao fazer o check in, percebi que o hóspede ao meu lado era o motorista da Land Hover. E ele, e evidente, não tinha dúvidas de quem era eu. E não tirava os olhos de mim. Me apresentei e, mais do que qualquer coisa, prestei muita atenção pra saber em que quarto ele ficaria hospedado. Ao lado do meu – o universo conspira!

Já na pista, fiz amizade com uma canadense descendente de japoneses lindinha, a Yume, instrutora de esqui e snowboard. Ela com um aluno atrapalhado, eu comecei a aproveitar as dicas. Quando voltamos pro hotel, resolvemos tomar um Pisco Sauer no café e continuar a conversa. Além de linda e muito interessante (fala japonês, inglês, espanhol e francês) ela se mostrou cabeça aberta o bastante pra que eu tomasse a liberdade de fazer um convite um tanto quanto ousado: ir para o meu quarto tomar a outra garrafa de Montes Alfa (sou viciada nesse vinho!) que eu tinha trazido.  Ela aceitou com mais naturalidade do que eu esperava – excelente!

Já na sacadinha do meu quarto, cercadas pela lindíssima paisagem nevada à luz do pôr-do-sol, ela começou a me contar sobre as aventuras dela ao redor do mundo, sempre envolvendo muita neve, esportes radicais e pessoas interessantes. Nesse momento, eu percebo uma sutil movimentação na sacada ao lado. Oba!!! Ele fica ali bem quietinho, tentando não ser muito notado, mas observando o tempo todo. Voyer profissional, lógico!

Embaladinha pelo calor do vinho, começo a tirar o excesso de roupas. A Yumi, muito mais acostumada a temperaturas extremas, pede licença e fica só de regatinha e calcinha. Vou no embalo dela, espiando nosso adorável voyer com o canto do olho. Ele continua observando. A essa altura eu percebo que ela já notou que ele ta ali. E também gosta da idéia. Minha vez de contar minhas estripulias mundo afora. A gente morre de rir, abre outra garrafa e continua ali – agora menos geladas, mas ainda com os biquinhos dos seios arrepiados. Ele continua observando, quieto. Ela vem pra perto de mim, toca no meu cabelo, barabim barabom, e me tasca um beijão. Eu não perco tempo e arranco a regatinha dela. Ela tem seios pequenos, um corpinho infantil, em contraste com o meu corpão de brasileira, cheia de curvas: a-do-ro!

Arranco a calcinha de menininha (bem diferente da minha) e brinco com o corpinho dela, que apesar de tanto frio ásta bem quentinho! Ele continua ao lado, só observando, sem nem se mexer. Eu uso a língua, os dedos, o nariz, o cabelo...  Tiro a calcinha e faço uma massagem tailandesa naquele corpinho branquinho, delicado. Ela retribui. Me coloca sentada na mesa e mostra como sabe usar os dedinhos e a língua ao mesmo tempo.

Ela não para de falar no quanto eu sou gostosa enquanto me cobre de mordidas e escorrega os dedinhos pra dentro do meu corpo. Joga vinho nos meus seios e suga com vontade, quase me machucando. Eu olho pra ele e percebo que ele morde os lábios. Ela olha pra ele, sorri, e morde os meus. Hora de usar os dedinhos mutuamente. Nos beijamos, mordemos, lambemos, enquanto os dedinhos entram, saem, brincam pra lá e pra cá durante um tempão.

Extasiadas, vestimos nossos casacos por cima dos corpos nus e continuamos bebendo e conversando. O 007 sai de cena. Em seguida, o telefone toca. Mas se eu contasse o que acontece depois, a história ficaria muito longa... E possivelmente forte demais pra ser publicada.







Stephany



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