Pool party

Pool party

Eis que cheguei ontem de uma semaninha despretensiosa em Estocolmo com o Mário - um executivo gostoso que eu estava faturando. Foi bacana, mas a viagem serviu pra eu perceber que ele talvez seja de fato escandinavo e deva ficar por lá. É um cara ótimo, super inteligente e requintado... Mas um pouco frio, burocrático e de um pragmatismo metódico no sexo que me brochou em definitivo. Não bastasse o papai e mamãe que ele insistia em conservar, o par de meias durante a cópula era ritualística inquestionável: demais pra minha cabeça.

A viagem foi boa, eu estava morrendo de saudades da Suécia... Mas confesso que aquele frio, aliado a uma companhia ligeiramente engessada, criou uma atmosfera um pouco frígida pra mim. Imagine que nos últimos dois dias eu, que sou eu, nem fazia questão de transar (tudo bem que o sexo era tão temperado como um tofu amanhecido, mas ainda era sexo). A verdade é que eu não via a hora de voltar pra malemolência e pro calor do Brasil... E a minha volta não poderia ter sido mais emblemática.

Saí do aeroporto Hercílio Luz num calor de 36°, ao sol das 13h. Quando cheguei em casa, meu ímpeto imediato e inevitável era dar um mergulho na água, completamente pelada... Porém, uma semana foi suficiente pra deixar a piscina com a cor do rio Ganges. Frustrante. Ser a versão feminina de um bon vivant é uma atividade essencialmente (e paradoxalmente) dinâmica, por conta de todas essas festas, eventos sociais e viagens (sem contar a administração estratégica de todos esses amigos coloridos que eventualmente contemplam minhas demandas). Manutenção doméstica é uma palavra que não combina muito com o meu lifestyle. E claro, não sou obrigada: é pra isso que existe o setor terciário. Aliás, ainda bem. Porque foi ele que me trouxe o Robson, o piscineiro mais gostoso do Brasil.

Googleei "limpeza de piscinas florianópolis", ainda meio irritada com a surpresa inevitável da água turva. Encontrei uma empresa pequena, que atendia nos arredores de casa, e bastou um telefonema para que eles prontamente mandassem um limpador de piscinas. Tomei uma ducha gelada e pensei em pegar um sol durante a espera, mas, sem expectativas do que estava por vir, acabei cochilando no sofá.

Deviam ter passado uns vinte minutos. A campainha me acordou do sono, mas o que estava por trás dela, de fato, representou um despertar mais íntimo. Mais de 1,90m de limpador de piscinas - quanto potencial desperdiçado! "Meu nome é Robson, vô cuidar da piscina". Que pena, pensei, poderia cuidar de mim. Mulato, barba por fazer, parrudo, peludo, com uma regata azul-turquesa velha e deliciosamente cafona e uma cicatriz no deltóide esquerdo. Aliás, aqueles deltóides sorriram pra mim antes mesmo que o próprio Robson pudesse sorrir... Ah, deixar a piscina sujinha de vez em quando me pareceu uma boa idéia.

Acompanhei-o até o quintal, ambos calados. Aquele homem já devia ter limpado umas 10 piscinas, estava todo suado... Aquele cheiro do proletariado urbano, cuja linha é muito tênue com o cheiro do sexo hardcore, empesteou a casa e, em seguida, começou a ser exalado na área externa, no deck, no gramado, em tudo. Comecei a molhar minha calcinha. "Eu estava em dúvida se tomava um sol, mas parece que eu vou ter companhia, agora. Você se importa?". "Magina, madame, a senhora pode se sentir em casa, haha". O safado me entreolhava ao montar o tubo do aspirador...

Coloquei meu biquíni com a porta do banheiro do quintal entreaberta. Não notei se ele olhou, mas logo que saí flagrei uma risadinha de canto de boca, ao mesmo tempo em que capturava uma folha de salgueiro da superfície da água com a sua redinha. A sensação que eu tinha é de que ele sabia que ia me comer mesmo antes de me ver... Imagino com quantas mulheres, solteiras ou casadas, ele não deve aproveitar uma hora extra. Pelo menos enquanto aquele trapézio definido continuar manejando o cano da redinha com tamanha propriedade.

Algumas porções de minutos se passaram em silêncio: eu deitada na esteira, estendida no deck, e o Robson calmamente coletando todas as sujeirinhas da água. A tensão sexual era iminente, mas eu precisava de um pretexto pra catalisar as coisas. Foi aí que, depois de colocar o cloro na água, ele abriu a tampa do motor e desceu para ligar a circulação de água. Circunstância perfeita, ataquei:

- Ei, Robson, afinal...como que eu ligo esse motor?
- Ah madame, pra ligar a circulação é só acionar essa chave. Consegue ver daí?
- Não... vou descer.

Desci. Corpo a corpo. O espaço restante era de canos, válvulas e dos pequenos degraus de metal.

- Aqui, logo abaixo dessa válvula. Pode ligar você mesma.
- Certo...

Nessa hora a minha bunda já roçava em outra válvula. Que já estava acionada.

- Bom dona Stephany, agora a água já está circulando. Mas ainda vai levar algumas horas pro cloro ficar menos concentrado e a senhora poder mergulhar...

Eu nem precisei dizer o que a gente poderia fazer durante esse tempo. Meti a mão dentro da calça dele e ajoelhei ali mesmo, no motor da piscina. Ele tirou a camisa, e aquele cheiro de suor ficou ainda mais concentrado no cubículo de 1x1m. Nessa hora, a parte de baixo do meu biquíni já estava ensopada. Depois de ficar um tempo ali embaixo, levantei e virei pra ele, que rasgou a calcinha do biquíni num golpe só (se eu não estivesse com tanto tesão, teria ficado furiosa) e me penetrou ao mesmo tempo em que apertava meus seios com força; aquelas mãos ásperas de cloro...

Os movimentos começaram leves, mas foram ficando cada vez mais intensos. O espaço ínfimo me fazia bater o joelho em um cano e raspar as mãos no cimento da parede, mas tudo aquilo só aumentava o meu tesão. Aquele talvez fosse o único "cômodo" da minha casa no qual eu ainda não tinha feito sexo: nada mais contextual que estreá-lo com o piscineiro. Ele respirava e gemia que nem um touro no meu cangote, quase no ritmo do barulho do motor, que eu havia ligado. Na hora de gozar, pegou os meus dois braços e puxou pra trás, me deixando completamente imóvel no cubículo. Gozei junto com ele, e mais duas vezes em seguida.

Ainda haviam algumas horas. O que fazer? Mais sexo. Levei o Robson pra minha suíte, tomamos banho juntos e passamos a tarde na cama, sem trocar muito mais do que dez palavras. Talvez tenhamos trocado mais de posições: 69, de quatro, papai-e-mamãe, frango-assado, de ladinho, todas as possíveis. Depois, paguei a conta da piscina e me despedi com um beijinho no rosto.

Ao pôr-do-sol, pude finalmente dar o meu mergulho, pelada e satisfeita. Pensando no Robson, ainda arrematei a tarde com uma masturbação no deck. Ah, verão. Ah, Brasil.




Stephany



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